O curso de Leitura e Escrita em Contexto Digital caminha para a conclusão. Durante dois meses, frequentamos o ambiente virtual do curso, realizando leituras e releituras, escritas e reescritas, em busca de saberes que nos confortem, exportem e suportem os pedagógicos passos, na construção de um fazer melhor.
Somos seres em construção, intentando um maciço chão por que confiantes, possam caminhar as crianças, os jovens e os adultos, que pretendemos cidadãos letrados, capazes de ler, reler e compreender o mundo, sendo e estando à vontade nele.
Sim! Estamos em vias de concluir o curso, mas muito longe de concluir nossas buscas. Somos professores e como tais, tendemos a acreditar, a abraçar, a proteger, porque tocamos futuros valiosos, que primeiro se imprimem em nós, para mais tarde imprimirem novos mundos, "que encurtem dores e furtem cores ", cantarolando de sonhos, de realizações e de um viver, bem achegadinho, ao tão preciso acalorado humano.
Nossas impressões , postadas primeiramente no fórum, como atividade final do curso - Leitura e Escrita em Contexto Digital - contam de nossas reflexões, de nossas vivências e dos afetos - estes que se fazem presentes aqui, ali, lá, acolá, por aí... Todo dia...O dia todo...
Cristina Tardelli Targas Gurian
Não me canso de relatar que resolvi cursar Leitura e Escrita em Contexto Digital – 2012 por visar, futuramente, assumir a Direção de uma escola estadual. Para isso, preciso voltar a ler, estudar e compreender como e o que a Secretaria da Educação tem disponibilizado para a Rede, no que diz respeito às práticas pedagógicas.
Como Diretora de Núcleo de Administração de Pessoal meu trabalho é muito burocrático. Acompanhar as publicações em Diário Oficial não são suficientes para manter-me atualizada... e a Secretaria da Educação tem sido muito dinâmica em seus projetos...
Quando me inscrevi não imaginei como seria... no começo, fui tímida ao fórum... insegura mesmo...e, com o tempo pude perceber que conseguiria acompanhar e, mais importante, debater junto aos colegas na ativa, aprendendo com eles. Pude questionar-me como leitora e produtora de textos. Pude perceber o quanto tem sido relegada a leitura cidadã nas escolas. Os textos do curso levaram-me a uma reflexão que não havia feito. Fiz o Curso Letra e Vida e discutimos nele muito sobre a leitura de mundo, mas não com essa visão, mais profunda, mais questionadora.
Tirei a sorte grande quando da composição de meu grupo. Uma de minhas colegas tornou-se uma amiga... ajudou-me, fez-me acreditar que podia acompanhar, ensinou-me de uma forma tão prazerosa, que acabei por encontrar-me no curso.
E a elaboração do blog, então? Nunca tínhamos feito um. Tenho guardada uma cópia da primeira versão de nosso blog. Vendo o que está publicado hoje vejo como crescemos, nos envolvemos e “curtimos” a elaboração, a alimentação diária, a criação de novos gadgets. Tanto que não pretendemos parar. Estamos discutindo a possibilidade de colocar em nosso blog informações sobre filmes (comerciais ou não) e sua possível aplicação na sala de aula.
Gostaria de ter podido participar mais, ter interagido com todos da mesma forma, mas não foi possível. Enfim... gostei muito. E pretendo continuar.
Marluce Bezerra do Nascimento
Quando me inscrevi no curso de Leitura e Escrita no Contexto Digital, confesso, não achei que fosse sequer começar, que dirá estar prestes a concluir. Os fatores tempo, espaço, paciência, não me pareciam gerenciáveis naquele momento. No primeiro módulo, tive problemas de toda ordem, estressei-me, disse um não bem grande e fiquei um bom tempo, ensaiando passos, até receber uma mensagem de Letícia, me dizendo que ela tinha certeza de que eu resolveria os problemas, que viria para cá e que seria boa aluna. E não é que eu acreditei... Pois é! Achei que seria deselegante desapontá-la, então, decidi-me por retornar e caminhar com o “andor”. Não me arrependo, muito pelo contrário. Só tenho a agradecer a confiança que Letícia depositou, mesmo sem saber de mim.
A primeira atividade no fórum, com o relato de experiência leitora, muito mexeu comigo, tanto pela leitura de relatos dos colegas como, pelas reminiscências que me assaltaram, quando do pensar na produção de meu próprio relato. Algumas lembranças são por demais insistentes. Ainda neste fórum, senti real calor de aconchego virtual. Foi uma atividade que mexeu com os as lembranças que certamente, vieram em boa hora – hora de crescer, de seguir, de passar...
Depois, fomos teoricamente divididos em grupos. Minhas experiências presenciais com trabalhos em grupo, ao menos na universidade, não posso mentir, nunca me renderam alegrias. Então, naturalmente, levei um susto. Mas arrisquei e, que bom que arrisquei. Foi o trabalho em grupo que me trouxe Cristina Tardelli – companheira, sabedora de ser, de saber, de fazer e principalmente, generosa no sentido de dividir tudo isso. Aprendi demais com ela, uma vez que venho trilhando , há alguns meses, um caminho de reclusão oratória, por questões aqui minhas. Não fosse ela e eu não teria escrito uma unidade sintática sequer, portadora de sentido completo. Foi guiada por ela, que me dirigi aos fóruns dos colegas. Como resultado destas participações, tenho em mim, um tantinho de cada um dos colegas de curso. Esse tantinho tem se transformado no muito, que preciso para evolver-me. E estou aqui, com um tal de “nó na garganta”, porque não lido bem com a palavra fim.
Na construção de blogs, pensei seriamente em não fazer. Eu já tinha um e não gostava da ideia de construir outro. Não sabia lidar com isso, não queria mais um para chamar de "meu". Mas Cristina não deixou. Criou o tal blog e enviou-me endereço e senha. Como quem não quer nada, comecei a bulir por lá. Aí não prestou muito não! Comecei a pesquisar blogs e comecei, propositalmente, pelo blog de História da Diretoria de Suzano, que muito me atraía – Prometeu Acorrentado. É um blog “estiloso”, bonito de se ver, útil, alimentador de idéias e estimulante à infinitas buscas por saberes. Sou membro deste blog e sempre que "vou lá", gosto de ficar... olhando apreciando, aprendendo sem pressa... Foi o “blog-dos-olhos”, nos primeiros passos, nas primeiras investidas. Cristina e eu, fomos observando, procurando, “bolando”, tal qual Debussy de Bandeira, até chegar a algo, que se aproximasse do solicitado, e que enlaçasse o que além buscávamos. Fomos pegando gosto, virando e mexendo, até gostar e gostarmo-nos nele.
Menos ou mais, cada um de nós, de alguma forma, já vivenciou a experiência da internet. Estas nossas visitas ao meio virtual são na maioria das vezes, descompromissadas, voltadas ao entretenimento ou à pesquisas direcionadas. Não se trata de uma prática, que nos obrigue a refletir nosso trabalho com a leitura e a escrita neste contexto, para fazeres em salas de aula. Aqui, nos foram dadas as oportunidades de diversão, de pesquisas e, sobretudo, do acréscimo de pensarmos estas experiências, como ampliação de recursos, para o desenvolvimento de nossas atividades pedagógicas.
As práticas de leitura e escrita, vivenciadas no contexto deste curso, acarretaram reflexão e, naturalmente, aprimoramento de práticas de ser, bem como reavaliação de intentos para o bem fazer, seja este voltado a mim mesma, seja voltado ao outro. A relação do homem com a máquina, não anula, em hipótese alguma, a relação do homem com o homem, visto que a interação por meio da leitura e da escrita, neste contexto virtual, insufla sentimentos e provoca ações e reações bem reais, denotadoras de afetos diversos.
A participação nas atividades do curso me fez, antes de tudo pensar-me, enquanto leitora/escritora em espaço virtual e assim, repensar-me enquanto professora responsável pela formação de indivíduos, reconhecedores e atuantes efetivos/positivos, em todas as esferas – “antropo-social-cultural” - do seu meio de inserção, bem como destas mesmas ações, em outros meios, que a si, falem de edificações e para os quais deverão estar prontos.
Evanildo Bechara, em Ensino da Gramática. Opressão? Liberdade? tangencia o que aqui buscamos, quando aponta a missão de um professor da Língua Materna:
“(...) No Fundo, a grande missão do professor de Língua materna é transformar seu aluno num poliglota dentro de sua própria Língua, possibilitando-lhe escolher a língua funcional adequada a cada momento de criação (...) (Ática, 1989 - pág. 14 - SP)
Penso que hoje, a missão a nós reservada é transformar o aluno num poliglota, não só dentro de sua própria língua, mas desta língua, dentro dos textos, nos variados contextos que quiçá venham a se apresentar. Este curso foi mais um passo avante neste sentido.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os colegas, pela Boa Vontade e pela Mão sempre Dada!! Aprendi muito com cada um de vocês e devo dizer que, cada encontro aqui, sussurrou, falou ou gritou de edificações. Obrigada a Todos!
Letícia? Obrigada pelo encontro, pelo apoio, pela fé e por todos, todos os desdobramentos, que nos levaram ao ser melhor, ao saber melhor e naturalmente, ao fazer melhor! Como eu já disse em outro momento e porque não encontro outra forma, você tem uma agudeza de percepção, que encanta e espanta!!
Cris? Você é Amiga Querida!! Obrigada!



Parabéns!!!Muito lindo esse blog...
ResponderExcluirObrigada, Cristina Mandelli!! Que bom que veio e principalmente, que gostou de estar aqui.
ResponderExcluirVamos continuar com o blog. É meio "nosso bebê" como diz Cris Tardelli. Um Abraço Forte!
Marluce.